Blogueiro não sabe escrever?

 segunda-feira, cidão, crazyseawolf Segunda é mesmo um dia de cão, né, Cidão?
“Cara, você acha que tem blogueiro de sucesso, com muitas visitas e que ganha dinheiro sem  que saiba escrever?”.
Falava sobre mulheres com meu amigo Hugo Meira quando lancei a pergunta. Sua resposta era mais que previsível. “Sim”, ele respondeu. “Mas a maioria não liga muito pra isso e sim se a pessoa entende do assunto que trata” foi o comentário posterior do dono do “Portal Meira”. Tenho certeza de que se o reclamão @Tutorunopar estivesse aqui, concordaria comigo. Ele escreveu algo sobre isso no artigo “Internetês ou Português - O Analfabetismo Virtual”. Veja:
Reflita uma coisa... De que adiantou você ter passado anos e mais anos na escola estudando português, se tudo o que aprendeu não é sendo usado dentro do seu padrão de leitura e escrita?! Procure um dicionário na hora de escrever, quando escrever, escreva corretamente, atentando-se a acentos, parágrafos, exposição de idéias. Faça um texto com coesão e coerência. Nosso português agradece e, principalmente, quem ler seu texto.
Concordo com o que o Hugo disse e mais ainda com o José… e vou além. Fico intrigado com a reação de algumas pessoas quando corrigidas. Já carrego um estigma interessante há tempos. Muitos, quando digo que sou professor de Português, já começam com a gracinha de dizer que passarão a tomar cuidado com o que dizem para que eu não as corrija. Não entendo o porquê desse medo, pois eu só corrijo as pessoas inteligentes e interessantes. Na pior das hipóteses, corrijo aqueles de quem gosto e nunca o faço publicamente. Os outros, aqueles com quem troco uma ou outra palavra ou nem converso, prefiro que fiquem expostos à vergonha. Acredito que muitas pessoas sofrem do que chamam por aí de preconceito lingüístico. São pessoas que costumeiramente ouvem expressões como “você não sabe falar”, “como um metalúrgico chegou a presidente”, “o Caio Lausi é um problogger"?”…
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Escrever é coisa séria. Nada de relaxar no uso da norma culta!
Afirmo, entretanto, que escrever bem relaciona-se mais com o bom entendimento e o bom uso da norma culta do que o simples jogar de palavras num texto cheio de imagens e vídeos. Por isso, preocupe-se não só com o conteúdo, mas também com a forma como ele será transmitido ao leitor. Ninguém merece abrir o Greader e encontrar um “Afinal já fazem 25 anos (…) que a Claudia Ohana posou pela primeira vez pra Playboy”.
P.s.: qualquer um que se aventurar e procurar em meu blog encontrará inúmeros erros. Parte deles credito à preguiça de reler o que me mandam e corrigir. Outra parte credito ao corretor ortográfico do WLW e do Word. Eu mesmo nunca erro! As duas imagens eu tinha no computador, mas desconheço a procedência.

Como escrever bem em 10 passos

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Não procure pelo em ovo, por favor.
Fui quase intimado pelo meu amigo e companheiro de labuta diária, o Cidão, para comentar algumas dicas que ele deu no post “10 sugestões para escrever em blogs” publicado originalmente lá no maluco Crazyseawolf’s blog.
Em seu post, o Cidão diz que “poucos realmente possuem o dom da escrita”. Discordo em termos desse conceito. Durante muito tempo, as pessoas acreditaram piamente na ideia de que o escritor é aquele ser que nasce feito. Basta que ele pegue a caneta para que seja tomado de inspiração e a obra saia de uma vez, pronta.  Prefiro ficar com o conceito de Manuel Bandeira, poeta amado pela Priscila Souza. Esse poeta afirma que os escritores não são seres dotados de uma genialidade distante dos outros mortais. Ele afirma que todo escritor é dotado de um alumbramento. Buscando uma definição para a palavra, o Dicionário Informal afirma o seguinte:


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É preciso estar atento ao novo
Alumbramento são “experiências que passamos e que parecem não ser "deste mundo". Momentos singulares, impregnados de algo maravilhoso que, de repente, nos toca e encanta. Uma espécie de encantamento faz-nos sentir "estrangeiros" e, ao mesmo tempo, plenamente nós mesmos, totalmente protegidos em algo familiar . Nestes instantes, desembaraçados dos poderes cotidianos, experimentamos uma impressão de extraordinária liberdade.”
No caso da escrita, seria uma sensibilidade diferente para perceber aquilo que ocorre ao redor. O escritor, na minha opinião é diferente nesse aspecto. É aqui que começo a pensar no post do Cidão de forma mais efetiva.

1) Antes de mais nada, saiba escrever e ler
[IMAGEM] (675)É preciso ter intimidade com as letras. Já falei que quem escreve muito escreve melhor, mas não é possível dissociar a escrita da leitura. Conhecendo por meio de outros autores as possibilidades de construção do pensamento, bem como as maneiras como um mesmo pensamento pode ser expresso, claro que uma pessoa terá mais facilidade para escrever em um blog. Cito, por exemplo, o Contraditorium. Não porque quero um link lá no blog do Cardoso, mas porque ele sabe muito bem organizar o pensamento no texto escrito. Estrutura, vocabulário, conhecimento gramatical, ainda que empírico, são essenciais para quem quer escrever bem. Claro que há públicos diferentes para blogs diferentes, mas a regra é escrever certo e não o contrário.

2) Escreva sobre algo que você conhece
Nunca escreva sobre algo que você nunca viu ou desconhece.” A afirmação do meu amigo professor de Física é verdadeira. Ninguém deve escrever sobre o que não conhece. Já disse que “morri pela boca”. Me vangloriei certa vez numa aula de Filosofia e “si dei mal”. Sei como estruturar as ideias, mas isso não significa que eu saiba falar de tudo. Isso não impede, no entanto, que você se aventure a escrever sobre o que quer. Uma boa pesquisa, conversas sobre o assunto com amigos no Twitter, tudo isso pode fazer com que você possa emitir uma opinião sobre algo. Eu, por exemplo, já dei dicas de como fazer sucesso, mas me perguntei ao final do artigo se eu mesmo sou um exemplo de sucesso. O Caio Lausi é um bom exemplo que pessoa que diversifica. Ele fala de tecnologia, de carros, armas, Esquadrilha da Fumaça, pensa nos outros e ainda me perturba no MSN.

3) Ao dar uma opinião, forneça elementos
Leia novamente a dica anterior. Acrescento apenas que falar de forma enfática é mais eficaz do que ficar vacilando entre advérbios de dúvida. Vê como o Maluf, por exemplo, sai bem de situações que aparentemente são saias-justas? Fale com convicção.

4) Dê referências,  "linke" muito
“Ao escrever sobre qualquer assunto, "linke" outros artigos como referências, para apoiar sobre o que você está discorrendo”.  Isso que o Cidão falou é verdade. Ontem, no Twitter, o Hugo Meira disse que sempre ensinaram que ele deveria escrever em 3º pessoa. Brincou, ainda, afirmando que diziam isso por ele não ter credibilidade. Discordo, mas é bom referenciar aquilo que se diz. Exceto aqueles que já publicaram obras teóricas, tratados ou mesmo tiveram alguma sacada genial que resolveu algum problema de muitas pessoas, a maioria dos blogueiros deveria linkar outros textos a partir dos quais eles chegaram às conclusões apresentadas no post.


5) Não copie textos de outros
Nove entre 10 pessoas que mantém algum tipo de site na internet dão como dica principal para ter sucesso com um novo blog a publicação de artigos originais. Entenda como original não apenas aquilo que nunca tenha sido escrito. Este meu artigo, por exemplo, embora baseado na estrutura e conteúdo desse post, acrescenta, eu espero, algo ao que já havia sido dito. Copiar é crime, é feio e queima o filme. Para ver como isso é ruim, basta sentar com a  Juliana e ouvir as histórias de plágio que a mesma já viveu. Usar ideias de outros blogs não considero errado, mas além de linkar o original, algo novo deve sempre ser acrescentado. Não me venham falando que a simples troca por sinônimos faz o texto ser original. Eu já vi textos em metablogs que eram cópias de outros, mas apenas por ter uma ou outra palavra diferente já era visto como único por seu autor. “Me engana que eu gosto” é o que eu diria.

6 ) O que importa é a qualidade
Há algum tempo, minha maneira de blogar mudou um pouco. Isso é, em partes, culpa do editor desse blog. Fui convencido de que fidelizaria mais meus leitores publicando menos, porém melhores artigos do que fazendo três, quatro ou mais postagens no mesmo dia. Muitas vezes, estas nem eram escritas por mim e sim reproduções de piadas e comentários que recebia por e-mail. O fato é que seja pequeno como este aqui ou grande como este que você está lendo agora, conteúdo é primordial.

7) Coloque palavras-chaves
Já ouvi falar sobre criar títulos, subtítulos, deixar algumas palavras em negrito. Gosto do aspecto, embora nem sempre use. O conceito de palavra-chave para indexação pelo Google, no entanto, não sei bem. Quem sabe o próprio Cidão ou o Felipe Xavier queiram falar disso.

8) Revise o seu texto
Repito exaustivamente que um texto não deve conter erros de norma culta. Isso não é importante apenas pelo fato de evitar problemas de interpretação ou deixar o texto desconexo, mas o uso correto da língua portuguesa é importante porque confere credibilidade ao texto. Se no primeiro parágrafo já encontro um “seje” perco a vontade de ler. Na dúvida, consulte este dicionário. Claro que não é desculpa, mas erros que claramente são de digitação devem ser relevados. Eu mesmo já deixei uns dois erros propositais (e mais cinco por falta de revisão) nesse post e acho que ninguém percebeu!

9) Os títulos devem ser interessantes, mas não muito longos
“Ninguém pega mosca com vinagre” diz uma ilustração do livro “Técnicas de comunicação escrita”. Um bom título pode instigar o leitor. Muitos leem por e-mail ou pelo GReader e um bom título é mais um ponto a seu favor. Veja este artigo do blog Fique-Rico para entender a importância disso.

10)  Leia muito 
Ler muito não só torna as estruturas da língua mais internalizadas como ajuda a memorizar a grafia das palavras. Nunca mais você vai esquecer como se escreve obsessão ou vai confundir viajem com viagem se souber como usá-las. Na pior das hipóteses, ler bons livros vai purificar seu cérebro de tantas besteiras que lemos por aí.
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Uma imagem fofa pra agradar aos meus amigos.

Como ir bem na redação do ENEM

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Ufanismo está sempre na moda nesse governo. Lembre-se de ler sobre o pré-sal.
Muitos chegam ao meu blog à procura de informações acerca da redação do ENEM. Já falo sobre produção textual há tempos aqui no blog. Já abordei, por exemplo, o tema nos seguintes artigos:

Você sabe o que é coerência textual?
Sem estrutura a casa cai
É bom saber gramática?
Como escrever bem uma redação
Primeiras impressões sobre a escrita
Escrever bem é uma arte?
Seu sucesso depende de como você escreve

Volto, no entanto, ao assunto porque fui indagado por um aluno hoje de manhã. Durante uma aula de redação, na qual eu falava sobre a carta argumentativa, o discurso acabou caindo de novo nessa prova que todos eles farão nos dias 3 e 4 de outubro. Vamos ao que interessa então:

Como será a prova?
10202004115806806gA redação do ENEM deverá, é claro, ser escrita usando o padrão culto da linguagem. Como sei que o texto mais confortável para a maioria é a dissertação, evite ser íntimo na discussão da proposta. Você deve ser o mais imparcial possível, por isso, evite adjetivações excessivas. Elas revelam uma subjetividade, uma análise contaminada pelo emissor. Isso pode ser “um tiro no pé” quando se quer analisar friamente uma questão.  Ainda que o @hugomeira diga que o ensinaram a usar apenas a terceira pessoa, há vestibulares que aceitam a 1ª pessoa. É o caso da UNESP, por exemplo. Aproveito pra lembrar que o texto em prosa é aquele que se divide em parágrafos. Algo, guardadas as devidas proporções, como este post. Não abordarei o tema da redação, embora tenha quase certeza de qual será, para que não me venham culpar caso eles resolvam mudar nessa última semana. Lembre-se de que algumas faculdades usarão a nota do ENEM como critério de seleção e o peso dado compete única e exclusivamente a cada uma delas. Certo apenas é que para a seleção ao Pro Uni a redação vale 50% da média geral.
Bandeira do Brasil
Não seja engraçadinho. Corretores são pessoas mal humoradas.
Como é corrigida a redação?
Analisam-se as cinco competências do ENEM, específicas para redação e produção de texto:
Competência I - Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita;
Competência II - Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo argumentativo;
Competência III - Selecionar, interpretar informações, fatos, organizar argumentos em defesa de um ponto de vista;
Competência IV - Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
Competência V - Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos.

Assim como faço com os textos que peço aos meus alunos, fugir do tema ou construir um texto que não seja dissertação é critério de anulação. Além disso, o ENEM anula textos identificados pelo participante, redação em branco ou com menos de 7 linhas escritas. Por favor, não faça desenhos ou xingue os corretores, Lula, deputados ou seu vizinho. Qualquer coisa que você escrever que tangencie a proposta será considerada, por isso, não faça gracinhas. Esqueça o folclore dos professores de cursinho que usam histórias da carochinha para ficar bem no ibope da escola e assim garantir o emprego no ano seguinte.
É você quem vai corrigir minha redação?
Pra sua sorte não sou eu quem vai corrigir seu texto. Cada produção textual é corrigida por duas pessoas, “de forma independente, sem que um conheça a pontuação dada pelo outro” como faz questão de frisar o ENEM. Caso haja uma diferença gritante na nota atribuída pelos dois, um terceiro corretor entra em cena. É a pontuação deste que prevalecerá. Ainda sobre a correção feita pelos dois primeiros, se a diferença for inferior a 5,0 (cinco) pontos, tira-se a média das duas notas.
Reforço que é bom ler os links que deixei lá no início do post. Por último, ainda que você não vá fazer a prova a que me refiro aqui no post, entender que um texto precisa de organização para cumprir seus objetivos é obrigação de todo que se presta a fazer isso.

Apenas uma folha amassada

olho borboleta Quando criança, por causa de meu caráter passivo diante dos problemas, ficava na minha mesmo diante das maiores provocações.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava para continuar convivendo com as pessoas, pois julgava que não teria outros amigos. Pura insegurança, eu sei.

Certa vez, diante de uma dessas situações, vivida, no entanto, por um colega de classe, vi a professora de História agir de forma muito serena. Seu nome era Elinor e eu sempre achava estranho que ela vestisse apenas calças. Chegaram a chamá-la sapatão por isso, mas essa imagem nunca pegou em minha mente.

Voltando, essa professora viu este colega de classe pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva. Diante da classe, ela entregou-lhe uma folha de papel lisa e disse para que ele amassasse. Em seguida pediu que ele a deixasse como antes. Ele não conseguiu e ela então ensinou a todos nós que observávamos que o coração das pessoas era como aquele papel. A impressão que nele deixamos será tão difícil de apagar como os amassados que da folha não saíam.

Lembrei-me dessa história hoje, logo que recebi um telefonema de um amigo de Bauru. Este colega de classe que retratei na história e com o qual não tinha nenhum contato há muitos anos, morreu após um acidente de moto.

Ação social – Faça parte

apaeNormalmente não falo de promoções aqui no blog, mas meu amigo Caio Lausi, editor do Blog do Lausi está empenhado em uma ação social que parece valer mesmo a pena.

A APAE de Americana está promovendo um “Dia da Pizza” com o objetivo de arrecadar fundos. Todos sabemos como as entidades assistenciais são tratadas pelo governo. Cada vez mais verbas são cortadas e, ainda que isso não aconteça, os preços de todos os produtos de que eles necessitam são reajustados em proporção inversa ao crescimento de pessoas necessitadas de atendimento especializado.

Como posso ajudar, Bauru?

Simples. Una o útil ao agradável. Tenho certeza de que não é só paulista que gosta de pizza. Se você é da cidade ou região como eu, pode comprar diretamente do Caio os vales e ir até lá para buscar a sua. Há, no entanto, uma forma melhor de ajudar. Compre o seu vale e faça a doação das pizzas para uma casa de assistência às crianças carentes. Mais que um jantar diferente, você pode proporcionar um alento às crianças que ali vivem.

Quanto isso vai me custar?

Pouco. Cara unidade custa R$ 12,00, mas pensando nos amigos que não se contentarão com um vale apenas, arrumamos um jeito de doações maiores serem feitas. Clique no banner abaixo e faça uma doação no valor que desejar.

Se eu quiser comprar das mãos do Caio?

O Caio Lausi disponibilizou o e-mail dele para que você mantenha contato e tenha alguma dúvida esclarecida. O endereço é caiolausi@gmail.com, mas não deixe de colocar no assunto "Pizza - APAE" para que seja agilizado o processo.

A arrecadação é uma ação coordenada pelo Caio Lausi. Não foi pedida pela Apae e não tem relação nenhuma com a instituição. Fomos apenas movidos pelo conhecimento da necessidade pela qual a instituição, como muitas outras, passa.

Saiba como amarrar sua mulher na cama

Hoje em dia muitos vivem sob o estigma do policial que é casado com a esperta que dá calmante pra ele dormir cedo e ela cair na gandaia. Guardadas as devidas proporções, há muitas pessoas inseguras quanto à fidelidade de seus parceiros, sejam eles cônjuges, namorados, amantes virtuais ou até colegas de trabalho. Lendo o post do Manual do Cafajeste, fiquei a imaginar quais  as formas de prender sua mulher na cama. No fundo no fundo eu sei que esse é só um post pra pegar aqueles seres que citei acima. Sei que meus amigos e a maioria dos meus leitores acharão isso um ponto fora da curva do blog, mas vamos à dica derradeira:

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Fácil, não? Aprenda a dar nós bem dados que nunca mais ela sairá da cama. Pra sua sorte.

Quem aí tem telhado de vidro?

“E finalizando, hoje é o aniversário do professor Rogério Bauru. Quem me acompanha (acompanhava, ando sumido de lá também) no Twitter sabe o meu medo em conversar com ele e sair falando bobagens e palavras erradas. Pra você, meus parabéns! Sim, sou sucinto.

O trecho acima é do recente post do Felipe Xavier. Não entendo meus amigos. Eles entram num estado afetivo suscitado pela consciência do perigo baseando-se apenas na possibilidade de que eu os corrija, mas se esquecem de que erro mais que eles. Apenas por causa do rótulo de professor e por ter facilidade em encontrar erros nos textos dos outros, acabam ficando inibidos ao falar comigo. Quero, ou melhor, ordeno que alguém me mostre uma única vez que corrigi alguém publicamente. Não há. Já corrigi sim, amigos que pediam que eu falasse algo de seus posts ou que os avisasse se encontrasse algo muito errado.

03 3058Quem aí tem telhado de vidro? 

Ser velho aos 34

“Envelhecer é cansar-se de si mesmo.”

Sim, ontem foi meu aniversário. A despeito da jovialidade que aparento ter, meu coração já não funciona bem, as pernas não aguentam mais 2 horas na mesma posição como na época do Tiro de Guerra, não pedalo mais de Bauru a Agudos numa bicicleta aro 20… sim, meu leitor, eu envelheci.

evolucao-homem-2001 Envelheci, mas será que evoluí?

Não quero, no entanto, que você seja piedoso comigo afinal de contas a não ser pelos comentários que uns poucos amigos deixam aqui no blog, a maioria muda minha vida apenas naquelas frações de segundos em que olho, no e-mail, as estatísticas do Sitemeter.

Sim, ontem foi meu aniversário e diferentemente dos aniversários anteriores, este estava descendo atravessado na guela. São tantas coisas que já aconteceram (roubo do meu carro, semana de provas…) e tantas dificuldades em vista (documentação para o seguro) que chego a dizer que  as felicitações entraram por um ouvido e saíram pelo outro em alguns momentos. Não fiquem chateados com isso, pois é apenas uma fase difícil. Tudo está acontecendo como previ. Nas escolas cantamos parabéns e recebi os cumprimentos de alguns alunos. Fiquei um pouco constrangido com alguns elogios, principalmente daquelas que tinham segundas intenções voluptosas. Não me abalei, se é que isso também importa.

Você que me acompanha por aqui ou pelo Twitter, deve ter percebido que o blog está se tornando um pequeno diário virtual. Essa, eu acho, era a proposta inicial dos blogs. Com o tempo, o povo deixou de gravar as lamúrias e felicidades aqui e passou a pensar mais no dinheiro. Prova disso é a imensidão de propagandas explícitas e a quantidade ainda maior de publicitade velada.

O certo é que não poderia deixar de registrar meu contentamento com os cumprimentos que recebi dos amigos e até dos que me conhecem apenas por @rogeriobauru. Certamente, meu dia ficou menos pesado com a companhia de vocês.

Registro, por último, o post que a amada Iara fez para mim e para o Cidão por ocasião do nosso aniversário. Não tem preço que pague isso!

Amanhã é festa lá no meu apê…

Snoopy_cakeAmanhã, dia 10 de setembro, é o dia do meu aniversário. Já estou preparado para receber milhares de felicitações. Dentre elas, sei que estarão a do Mercado Livre, do Submarino, das Pernambucanas, da lojinha de informática aqui da vila. Sei também de antemão que faremos festa na escola. No período noturno já até encomendei o bolo e pedi para atrasarem o sinal. Receberei felicitações dos alunos também, mas nessas acredito pouco. Além disso, se tudo der errado, conseguirei me desvencilhar dos presentes que algumas alunas insistem em querer me conceder. Minha família virá me visitar e estou empolgadíssimo com isso. Mentira, estou apenas feliz com a preocupação deles em estar comigo em meu aniversário. Certamente esperam uma parte da fatia do bolo da herança já que estou a caminho de passar desta pra melhor. Mas como o dia será de festa, convidei o poetinha pra falar algo a mim:

Soneto de aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Vinicius de Moraes

Este ano está sendo diferente. Um dos presentes eu já recebi e foi o template ganho na promoção do DB e que será feito pela Ariane. Normalmente gosto de receber no dia, mas especificamente este estou adiando para receber exatamente como penso que deve ser. Além disso, tenho conhecido pessoas muito legais com as quais, certamente, enquanto houver conexão, estaremos ligados. Dentre elas estão @niveamairi, @psouva, @julianasardinha, @jenny_taylor, @Lucy_Lordelo, @CaioLausi, @hugomeira, @iarana, @TutoUnopar, @crazyseawolf, @elacoelho, @dullim, @lilianap, @luanfr e @0llie_McGee. Com alguns falo diariamente, com outros, troco esparsas mensagens, mas que me trazem profunda alegria. Não posso deixar de falar da Celen, Thaís, Vanessa (ex-aluna), Marina, Ivani, Amilis, Rogério, Alan, Gesiel, gente com quem aprendi que o trabalho pode ser divertido.

Lembro-me de outros anos e de outras comemorações.Houve aniversários que passei sozinho, sem um telefonema sequer. Sei que parte da culpa foi minha, pois fica difícil ligar da cadeia de Foz do Iguaçu (nunca deveria ter tentado trazer aquele Megadrive do Paraguai). Brincadeiras à parte, não sou muito festivo. Vocês já devem ter percebido isso. Invariavelmente comemoro em casa com a família e, às vezes, nem chamamos os amigos para virem em casa. Sim, a quantidade de amigos que tenho fora da internet é inversamente proporcional a que tenho na internet. Acho até que a cada um que ganho aqui, perco um na vida dita real. Se eu disser que me desespero com isso é mentira. Ainda que as bocarras fiquem dizendo que isso é ruim, tenho tudo que quero não me esquecendo, todavia, de que todos me são importantes.

Não estranhe minha aparente quietude aqui. Fico sempre sem jeito ao receber abraços de felicitações e ouvir o povo cantando parabéns. Na verdade não sei pra onde olhar e fico corado. Se bem que negrão corado é até estranho, pois nem dá pra perceber.

Ó paí ó*

Final de semana prolongado e diferente. Sem mãe e mulher em casa, ficamos apenas eu e minha filha.
Manhã de sábado:
A melhor maneira de fazer um trabalho é não esperar ser surpreendido por ele.

Acordei minha filha às 9h e fomos ver tv enquanto ela tomava seu leite. Aproveitei pra lavar a louça da noite anterior. Já havíamos combinado de passearmos de manhã. Tudo pronto e a primeira surpresa. O pneu do carro estava furado. Após o trabalho braçal de tirar o pneu onde dois pregos haviam se instalado, fomos comprar uma camiseta do Palmeiras pra minha filha. A dela já estava pequena. Compramos uma número 9. Voltamos à borracharia e após isso almoçamos no shopping. Cardápio: yakysoba. Após isso, voltamos pra casa. Ela foi dormir e eu debrucei-me nas redações.
Tarde de sábado:
Elisa no parque Aproveitar a tarde para colocar o serviço em dia era meu plano, mas nem dois cafés seguidos resolveram meu problema. Incrivelmente o sono passou quando comecei a conversar com alguns amigos no Twitter. Depois do rotineiro descanso da filha, partimos para um parque onde ela se divertiu muito. Uma amiguinha estava junto e isso fez com que ela brincasse mais. Claro, antes de voltar para casa, brincamos de pega-pega. Adivinhem quem cansou mais? Claro, eu.
Noite de sábado:
Já em casa, não demorou pra ela querer tomar banho e dormir. Desse dia fica a certeza de que eu seria muito mais feliz se não tivesse que trazer tanto serviço pra casa.
Manhã e tarde e noite de domingo:
Sono. É só isso que posso dizer. Não consegui fazer nada. Minha sorte é que minha filha é um anjo e ficou brincando do meu lado enquanto eu cochilava ouvindo o Globo Rural. Almoço foi um frango assado que fomos buscar no tio Toninho. Tarde sonolenta, visitas chegando e redações pra corrigir. A noite trouxe consigo a canseira e minha mulher a qual voltou do curso que fez em São Paulo. Musicalização de crianças se não me engano.
Segunda inteira:
Comemoramos muito, almoçamos fora, cansei demais e consegui, no final do dia, adiantar meu serviço. Interessante é que a noite reservou boas surpresas ao descobrir que uma amiga tinha mais coisas em comum comigo do que eu imaginava.
Terça?
Resume-se numa frase: Meu carro foi roubado de dentro da garagem de casa. Ao sair pra ir trabalhar, descobri que meu cd do BB King havia ido junto.
* A expressão, segundo @metheoro, @luallessi e @fbjr, significa: “olha só pra isso, olha”. Seria o mesmo que “presta atenção no que está acontecendo”.

A culpa é do Saramago*

Normalmente, quando um revisor dá seu preço por um serviço, tem de lidar com caras fechadas, bocas tortas e resmungos. Nove entre dez pessoas acham que o trabalho do revisor pode ser feito por qualquer um. Basta o cara saber que “nóis vai” é diferente de “nóis fumo” que já se julga o Pasquale. Rio dessas situações, pois pra cada vez que orcei um trabalho e a pessoa mentiu dizendo que retornaria a ligação, dois novos clientes apareceram pedindo o serviço “pra ontem” afirmando que faltam dois dias para entregar o trabalho/monografia/tese e o professor rabiscou todo o texto. Um bom exemplo é o caso do expert que foi chamado para arrumar um computador muito grande e extremamente complexo… um computador de 12 milhões de dólares. A história eu recebi por e-mail e transcrevo abaixo:

“Sentado na frente do monitor, apertou umas tantas teclas, balançou a cabeça, murmurou algo para ele mesmo e apagou o equipamento. Pegou uma pequena chave de fenda do bolso e deu uma volta e meia em um minúsculo parafuso. Então, ligou o computador e comprovou que funcionava perfeitamente.O presidente da empresa se mostrou surpreso e satisfeito. E se ofereceu para pagar o serviço à vista.
- Quanto te devo? – perguntou.
- São mil dólares pelo serviço.
- Mil dólares? Mil dólares por alguns minutos de trabalho? Mil dólares só para apertar um simples parafuso? Eu sei que meu computador vale 12 milhões de dólares, mas mil dólares é muito dinheiro. Pagarei somente se me mandares uma fatura detalhada que justifique o valor.
O especialista confirmou com a cabeça e foi embora…
Na manhã seguinte o presidente recebeu a fatura, a leu com cuidado, balançou a cabeça e a pagou no ato.
A fatura dizia:
SERVIÇOS PRESTADOS:
Apertar um parafuso……………….……………….….. 1 dólar
Saber qual parafuso apertar………………….………. 999 dólares.”

Algumas vezes é um erro julgar o valor de uma atividade simplesmente pelo tempo que se demora para realizá-la ou pela facilidade, no caso do revisor, que a pessoa tem para corrigir o que foi escrito. Um tweet de um amigo revela em parte o que eu quero dizer.

Revisão

Ninguém sabe quem é o figura no avatar, né, Caio?

O fato é que trabalho com correções de redação para um cursinho e faço revisões de texto de diversos tipos. Ao falar da importância do revisor, encho-me de exemplos da mídia e outros de veículos que deveriam primar pelo uso correto da língua portuguesa.

Exemplo claro de como um revisor é importante ocorreu nesta semana. Interromperam uma de minhas aulas para fazer a divulgação de um projeto de inclusão de alunos no mercado de trabalho. Depois do discurso falso de que tudo seria de graça, entregaram algumas fichas que deveriam ser preenchidas. Veja a imagem da mesma:

carta2 Suprimi o endereço e telefone da empresa é claro.

Se você não viu problema nenhum nela, considere contratar um revisor quando for entregar algo relacionado ao seu trabalho e consequentemente aos seus ganhos. De quem é a culpa no caso da ficha? Certamente de alguma secretária boi-de-piranha.

*Não entendeu o título, clique aqui.

Eu já sabia!

“Nós estamos sobre o promontório extremo dos séculos” Marinetti

Sim, meus caros e inocentes leitores, eu sou o felizardo ganhador da promoção do Dicas Blogger. Sim, meus amigos, contrariando todas as expectativas, este que vos escreve saiu do limbo onde reinava entre sapos, duendes e leitores que não comentam em meus posts para brilhar entre os grandes. Sim, depois de abalar as estruturas do Twitter com minhas piadas recheadas de senso comum e chavões desprezíveis, depois de fazer todo tipo de bufonaria com as mocetonas desatentas e de atender os amigos via DM (débil mental) resolvendo todas as questões que trazem dúvidas (com a ajuda do Sacconi e do Houaiss como disse várias vezes).

Conhece o @rogeriobauru

Eis-me aqui num papo com Drummond há alguns anos.

Foi o senhor de voz mansa e fraca nascido em Itabira quem me sugeriu o discurso abaixo:

“Entendo, meus leitores, que blogar é um negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de blogueiro quem apenas verseje sobre a dor-de-cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças adsensianas, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os blogueiros (ou bloguistas) se armam, e um blogueiro desarmado é, mesmo, um ser a mercê dos hypes fáceis, dócil às modas e compromissos”

Drummond diria algo assim, pois ele foi um blogueiro sem computador, um artesão da forma e do conteúdo. Sim, eu que já fui gauche como ele, fui alçado à categoria dos que fazem e acontecem.

mySuperLamePic_41bec9afb790925dcd9ec122c522c888 Google sobre o Rogério “Bauru”

Nada de falsa humildade. Não entrei apenas para participar. Entrei pra ganhar. Preparei-me durante meses fazendo leituras dos clássicos da literatura nacional. De alguns peguei o gosto pelos temas cotidianos por meio da observação dos comportamentos humanos através da janela de meu cafofo. De outros obviamente vieram a ironia, o sarcasmo e a construção dos tipos humanos. Foi assim que fiz alguns concorrentes saírem do páreo. Por meio da análise dos posts que me enviavam, inseri códigos maliciosos que agiram a meu favor. Escondi erros que só olhos atentos como os da Juliana poderiam perceber. Alguns escondi tanto que nem eu encontrei quando fui procurar de novo.

Mas, sempre tem “um mas”. Em meio à festa, aos abraços, às virgens prometidas após esta grande batalha, tive de dividir o Olimpo com um outro blogueiro aí. Tudo teria sido perfeito se não existisse esse porém. Um rapaz com quem costumeiramente discuto no Twitter devidos às divergências em relação às camisetas molhadas e lutas de mulheres no gel. Ele também foi agraciado com o mesmo prêmio: um template exclusivo feito pela Ariane, aquela que, segundo a Márcia, é A PROFESSORA. Concordo contigo, minha amiga ubatubense. Apesar de considerar-me o único e verdadeiro vencedor, tenho de reconhecer que o rapaz sabe escrever. Ambos sabemos qual era o post favorito e até torcemos (sem que um soubesse qual era o preferido do outro) juntos para que isso acontecesse. Sei, de fonte segura que a premiação dele foi regada à queijos mineiros com os quais seduziu a Juliana.

Parabéns, meu amigo José Márcio. Falo com todas as letras que esperava minha vitória e que você não era nem vice-campeão na minha criteriosa e ilibada análise. Parabéns também aos outros concorrentes, parabéns ao Dicas Blogger, parabéns a Juliana que conseguiu proporcionar essa festa a todos nós. Apesar de saber que existe o coro dos descontentes porque muitos foram deixados de fora do rega-bofe (patuscada, como diria o outro vencedor) que ocorreu após a premiação.

Agora, desfrutarei da glória que me foi prometida pensando bem em como quero meu presente. Adianto, entretanto, que não será pra já, Ariane. Isso, certamente é o que você queria ouvir.

P.s.: orgulhoso que sou, reservo-me o direito de parabenizar todos os outros concorrentes indistintamente, pois tenho certeza de que qualquer coisa que eu disser nesse momento não trará consolo aos seus coraçõezinhos machucados.

Evidentemente, os trechos em que brinco com o fato de dividir o prêmio com o querido amigo José Márcio são irônicos, mas como sei que há gente que vê maldade em tudo, aí está o selo!

artigoironico