Este final de semana foi um divisor de águas. Depois de um período em que fiquei bastante ocioso e estreitei relacionamentos através do
Twitter, do
MSN e também nos blogs que visitava, parece que as coisas voltarão um pouco ao que eram. Guardadas as devidas proporções, sumirei, pois entro numa época em que preciso dedicar-me mais a outras coisas. Na medida do possível, estarei aqui no blog e passarei pelo Twitter, mas acho pouco provável que me vejam como antes por lá. Quero agradecer a companhia de alguns amigos (eles sabem a quem me refiro) e as parcerias firmadas. Para desafogar um pouco os pensamentos, passo a relatar algumas coisas:
Escolas: Já voltei a trabalhar na escola particular há mais de 15 dias. Na Rede Pública, voltamos hoje, 17 de agosto, mas não creio que este ano consigamos recuperar o tempo perdido. Primeiro porque essas reposições de aula são para inglês ver. Não consigo imaginar aluno indo na escola de sábado de noite. O que acontecerá é que as escolas precisarão entrar em consenso e estabelecer um critério para que, no mínimo, algumas aulas sejam realmente repostas.
Reforma da casa: Estamos no final. Depois de refazer o serviço porco da primeira pessoa que contratei quando ainda nem morava onde moro, melhorei o ambiente em que minha mulher dá aulas de piano e teclado. Tenho visto e lido algumas coisas sobre sustentabilidade e desejo colocá-las em prática em casa assim que as portas novas forem colocadas, o box for comprado e a pintura da edícula terminada. Fizemos uma caixa de areia para minha filha brincar e, antes que me venham falar que preciso tomar cuidado com gatos, vamos providenciar uma forma de tampá-la bem como de desinfetarmos a areia que será comprada. Comprei ainda um tambor de fibra que usarei para captar água da chuva por meio de um sistema de calhas que já foi pensado na reforma primeira. Quero, após resolver os problemas de armários na cozinha, os quais estão sendo orçados, refazer meu escritório. Passo mais tempo nele do que em qualquer outro lugar da casa, mas não me sinto bem. Minha esposa disse que, por ser muito visual, não posso ter prateleiras, por isso, vamos fazer armários fechados. Vou tirar a tv daqui da mesa também, pois constatei que não é eficaz ficar com ela e o computador ligados ao mesmo tempo. Acho que descansarei mais vendo na sala e trabalharei menos tempo se focar apenas no computador e nas correções que normalmente faço para uma terceira escola.
Blog: Nesse tempo a que me referi no início deste post, vi um aumento sensível na visitação por aqui. Apesar disso, vi que os visitantes não permaneceram muito tempo. Desprezando qualquer dica de SEO, tenho linkado mais, mas não o suficiente para que os leitores fiquem presos na rede de informações que, supostamente, trago. As estatísticas dizem que estes leitores voltaram e isso prova que gostaram do que viram ou, no mínimo, acharam um bom motivo para rir. Contribuiu para essa visitação maior a divulgação de links no Twitter. O contraponto é que tenho sido visitado por blogueiros. Escrever para blogueiros é complicado, mas falarei disso um dia, num post que nem me veio à cabeça ainda.
Visualmente, o blog melhorou bastante. Alguns amigos dizem que há muito espaço em branco, mas fiquei satisfeito com o resultado. Era o esperado. Implementei hacks que facilitaram meu trabalho e melhoraram a navegabilidade. Preciso ainda dedicar-me mais à divulgação e produção de conteúdo de maior relevância para meu público. Como professor de Português, escrevo para pessoas que se interessam por isso. Esse é um ponto importante em relação aos rumos do blog. Pretendo limitar-me a comentar o que me chama a atenção e a produzir conteúdo a quem se interesse pelo estudo da Língua Portuguesa. Essa é a primeira dica de qualquer um que se atreva a falar sobre como construir um blog relevante: escrever para um nicho específico. Veremos se isso trará resultados positivos em termo de visitação e divulgação futuramente.
Eu mesmo: Os dias em que fiquei mais tempo aqui me fizeram ver que preciso dosar mais o tempo que passo no computador. Além disso, trabalhando mais focado por meio das ações citadas anteriormente, trabalharei menos tempo. Quero voltar a lutar e quem sabe a andar de bicicleta. Já cuidei dela esses dias. Lubrifiquei, comprei algumas peças que estavam avariadas e só falta mesmo a vontade e oportunidade, pois essas coisas sempre fiz acompanhado. No mais, preciso ler com maior frequência e em maior quantidade, emagrecer, passar mais tempo com a mulher e filha, trabalhar melhor o "networking", vender meu peixe em alguns lugares que eram alvos quando vim morar em São José dos Campos, fazer mestrado, ainda que não seja na UNICAMP ou USP como queria há quatro anos.
Igreja: Certa vez falei que iria escrever um post como esse e duas amigas disseram estar curiosíssimas em relação ao que eu iria dizer. Não vejo motivos para isso. Como quase todos sabem, vou à igreja regularmente, participo de um grupo de louvor e, às vezes, dou aulas para pré-adolescentes na Escola Bíblica. O que me diferencia, no entanto, de alguns que vejo por aí é o fato de não estar muito preocupado com a opinião que algumas pessoas têm de minha relação com a religião ou com Deus. Sei que não é muito bom e que deveria, sim, polir um pouco mais o meu linguajar e agir de forma um pouco mais coerente com algumas coisas que falo para os pré-adolescentes, por exemplo. O problema está justamente nesse ponto. Não acho que esteja errado totalmente em meu modo de agir. Não vejo que minhas motivações para ir à igreja estejam erradas muito menos acho que não deva estar ali por causa da forma como ajo quando estou fora. Fico intrigado com o ódio que algumas pessoas têm de evangélicos e acho improvável que minha relação com muitas pessoas na internet seja a mesma depois de afirmar com todas as letras que sou evangélico, dizimista, professor de escola bíblica, ministro no louvor e que, pásmem para muitos, eu goste disso.
Nesse aspecto, acabo causando um pouco de estranheza quando afirmo que não ter sido convocado para a Polícia Militar foi uma boa coisa, pois eu seria um policial muito violento. Não seria corrupto, pois já tive chance de sê-lo, mas não fui. Sei, porém, que não perdoaria facilmente qualquer bandido. Sabe aquela ideia de fazer justiça com as próprias mãos? Sei que não é muito cristão, mas por que vou dizer que agiria de forma diferente se sei que não agiria.
De tudo que disse antes, o que sempre ponho em minha cabeça é que
não me furto o prazer de fazer algumas coisas, ainda que as consequências possam colocar tudo que já tenho a perder.
É isso. Somos, nós todos, apegados a datas. Apesar de ver alguns dizendo que odeiam datas comemorativas, uso cada uma delas como se fosse uma chance de assumir algum compromisso maior como uma mudança de postura. Essa segunda eu estou encarando dessa forma. Vou aproveitar o aumento nos compromissos como desculpa para minha aparente falta de posts aqui no blog.
Aceito manifestações nos comentários, mas me poupe de suas avaliações.
Um post escrito na madrugada, em meio à conversa com uma amiga das antigas.