“Dicas Blogger”: o arauto dos blogueiros

banner Apregoador das boas virtudes no mundo digital, em 31 de agosto de 2007 nasceu o Dicas Blogger (doravante DB). Leia de novo. Eu disse DB (Dicas Blogger) e não TDB (Tudo De Bom) embora as duas siglas sejam sinônimas na minha cabeça. Se “antes de conhecer, nem louvar nem ofender”, não corro mais o risco de parecer usar de um sentimentalismo extremo, nem de reproduzir apenas o que ouvi da boca dos outros. Resolvi, então, narrar aqui apenas o que posso encontrar em minha reminiscências.

Escrever sobre o blog da Juliana Sardinha (nas palavras dela, psiquiatra, geek e blogueira) é uma tarefa meio complicada. Não entendam o “meio complicada” como recurso de retórica pra ganhar o público. Afirmo com certeza que é um pouco difícil, pois o provérbio já diz que “gosto e cor não se discutem” e sempre que falamos do que gostamos corremos o risco de sermos parciais demais na análise e contaminarmos o discurso com nossas preferências… Não há, meu leitor, como citar o DB sem dizer que foi paixão à primeira vista. Poderia até falar que é o melhor metablog devido às atualizações constantes e por peneirar o que há de melhor nos outros, mas vou me ater, inicialmente, a uma coisa bem superficial. O que me fez gostar de cara do DB foi o layout. Nunca acreditei em influência de signos na personalidade das pessoas, mas das vezes que li (inclusive uma há meia hora) sempre vejo a descrição de que um virginiano é muito organizado. Sempre gostei de “cada coisa em seu lugar”, simétricas, combinando as cores (se me chamarem de emo, xingo minha ex-namorada. Sei que não gostarão de saber quem é). Já usei por três vezes os templates da Juliana.

Posso afirmar com toda segurança que há muito o blog da @julianasardinha ocupa um lugar de destaque nas customizações do meu modesto diário virtual. Desde quando eu deixei de “comprar gato por lebre”, passei a acreditar que “apenas o desejo não é suficiente para realizarmos nossos ideais”. Por isso, busquei no DB o que eu precisava para arrumar a casa. Ali encontrei os widgets que queria, os hacks de que não precisava, mas que me fizeram mudar muito por aqui. Claro que não posso deixar de citar o Compulsivo. Sempre os dois ficaram  nas abas do Firefox aqui. Deu errado? Corro lá e descubro como arrumar.

Se, porém, “grandes naus recebem grandes tormentas”, podemos dizer que “nem tudo são flores” nessa festa. Estatisticamente, o DB, hoje, tem grande visibilidade. Isso traz muitos visitantes à procura de bons tutoriais, mas também atrai os sanguessugas da internet. Se existem aos montes aqueles que pensam que “achado não é roubado”, lá estamos nós, capitaneados pela Juliana, lutando contra. Não é estranho, no entanto, dizer que mesmo nessas adversidades, ela tem mostrado que “o homem que não é indulgente para com os outros ainda não se conhece a si mesmo”. Isso porque as lições dadas, as conversas que acompanhamos via twitter, mostram que, mais do que expor o aluno, ela quer ensinar a fazer direito através do DB.

Mais eu poderia falar acerca da zeladora do blog. Poderia citar a maneira gentil como trata da linguagem e, principalmente, de seus leitores. Isso acaba me aproximando mais dela, pois descobri que somos dois que consideram a boa escrita uma obrigação. Vou, no entanto, encerrar o post, pois quero mesmo é ganhar a camiseta que será dada ao segundo lugar!

Eu sou um Macunaíma

macunaima-poster03Como assim “Onde todos comem todos?” 

Identifico-me com esse personagem de Mário de Andrade. Falei hoje com uma amiga lá no Twitter que não é apenas a cor que me aproxima do “herói sem nenhum caráter”. Não que eu seja tão malandro, preguiçoso, manhoso, matreiro e mentiroso. Eu, diferentemente dele, não tenho irmãos e, por isso, não arrumava encrenca com eles. Arrumei com um vizinho, pois eu era o único que tinha bola na rua de  casa e sempre iam em casa me chamar para que eu emprestasse para eles. Até a irmã dele ia em casa pedir. Eu ia, embora enjoasse quando queria voltar pra casa e ela e as amigas não queriam largar. Cheguei a dar um chute na bunda desse ex-colega quando ele, enciumado por causa da irmã que não largava do meu pé, mandou-me enfiar a bola na bunda. Juro que quase respondi, mas já tinha um domínio próprio invejável nessa época. Macunaíma não, pois desde pequeno sempre arrumava encrenca com os irmãos. Com Jiguê, por exemplo, não era bem uma relação de respeito. Macunaíma sempre levava as esposas do irmão para "brincar".

Casei-me, mas não escolhi a mulher mais importante da sociedade como Macunaíma. Ele, andando pelo mato com os irmãos, encontra Ci, a mãe do mato, e torna-se o Imperador do Mato Virgem quando a toma por esposa.

Diferentemente dele, nunca viajei em busca de algo que fosse importante. Falo isso mesmo sabendo que namorei alguém que morava a 400 e poucos quilômetros de minha casa e que isso durou quatro anos e meio.

Não me envolvi em aventuras como as que meu amigo Macunaíma se envolveu. Ele foi até São Paulo resgatar a pedra que perdera e descobre que aquele que roubou é comedor de gente. Muito malandro, nosso herói mata o comedor de gente, recupera seu tesouro e volta para a Amazônia com os irmãos. Lá, recebe da deusa-sol as duas filhas dela, mas muito sacana, envolve-se com uma estrangeira. A sogra, por vingança, arma uma armadilha para ele. Ela atrai “Macunaíma até um lago onde uma moça de nome Uiara o seduz. O índio acaba por se entregar aos desejos da moça do lago e tem os membros de seu corpo comidos pelos peixes. Recupera a todos, menos a perna e o amuleto muiraquitã, engolidos pelo monstro Ururau.”

Desgostoso, como eu fico às vezes, sem o amuleto e sem os irmãos, é transformado pelo feiticeiro Piauí-Pódole na constelação de Ursa Maior.

Como podem ver, são muitas as semelhanças entre eu e o malandro Macunaíma. Na verdade, ele é o representante máximo do Brasil e de seu povo. Gostem disso ou não.

Fui claro ou é você que não entende?

Dias atrás, tuitei a seguinte mensagem:
 Evite dizer
Imediatamente, três ou quatro seguidores deram RT, mas fui questionado por uma quanto ao real significado da frase. Segundo ela, a segunda seria uma demonstração de falta de educação. Não discordo dela se pensarmos que na linguagem escrita não fazemos uso da entonação. Ainda que haja recursos como os emotions, não podemos a todo instante usá-los. A não ser que queiramos ser confundidos com emos.
Minha opinião sincera é a de que apenas se comunica bem quem conhece os atalhos da Língua Portuguesa. Pra uns, este atalho foi revelado através dos estudos. Pra outros, a vida se encarregou de ensinar como se comportar diante do público.
Ainda sobre o mesmo tema, certo dia alguns seguidores do Cardoso começaram um mimimi a respeito da clareza da mensagem e dos problemas de interpretação consequentes da mesma. Acabei entrando na discussão de enxerido. Disse que nivelar o discurso pelo público é condená-lo , muitas vezes, à eterna ignorância. Sinto-me na obrigação de fazer com que meus alunos tenham um vocabulário mais rico do que tinham quando começaram a conviver comigo. Mais que isso, quero que usem inteligentemente as palavras.
No caso de problemas de comunicação, não adianta procurar o errado da história. Deve-se, sim, observar o contexto em que todos estão inseridos. Não dá pra querer que o discurso de um intelectual seja perfeitamente entendido por um analfabeto se a linguagem usada não for comum aos dois.

Posts longos nunca são lidos



Este final de semana foi um divisor de águas. Depois de um período em que fiquei bastante ocioso e estreitei relacionamentos através do Twitter, do MSN e também nos blogs que visitava, parece que as coisas voltarão um pouco ao que eram. Guardadas as devidas proporções, sumirei, pois entro numa época em que preciso dedicar-me mais a outras coisas. Na medida do possível, estarei aqui no blog e passarei pelo Twitter, mas acho pouco provável que me vejam como antes por lá. Quero agradecer a companhia de alguns amigos (eles sabem a quem me refiro) e as parcerias firmadas. Para desafogar um pouco os pensamentos, passo a relatar algumas coisas:

Escolas: Já voltei a trabalhar na escola particular há mais de 15 dias. Na Rede Pública, voltamos hoje, 17 de agosto, mas não creio que este ano consigamos recuperar o tempo perdido. Primeiro porque essas reposições de aula são para inglês ver. Não consigo imaginar aluno indo na escola de sábado de noite. O que acontecerá é que as escolas precisarão entrar em consenso e estabelecer um critério para que, no mínimo, algumas aulas sejam realmente repostas.

Reforma da casa: Estamos no final. Depois de refazer o serviço porco da primeira pessoa que contratei quando ainda nem morava onde moro, melhorei o ambiente em que minha mulher dá aulas de piano e teclado. Tenho visto e lido algumas coisas sobre sustentabilidade e desejo colocá-las em prática em casa assim que as portas novas forem colocadas, o box for comprado e a pintura da edícula terminada. Fizemos uma caixa de areia para minha filha brincar e, antes que me venham falar que preciso tomar cuidado com gatos, vamos providenciar uma forma de tampá-la bem como de desinfetarmos a areia que será comprada. Comprei ainda um tambor de fibra que usarei para captar água da chuva por meio de um sistema de calhas que já foi pensado na reforma primeira. Quero, após resolver os problemas de armários na cozinha, os quais estão sendo orçados, refazer meu escritório. Passo mais tempo nele do que em qualquer outro lugar da casa, mas não me sinto bem. Minha esposa disse que, por ser muito visual, não posso ter prateleiras, por isso, vamos fazer armários fechados. Vou tirar a tv daqui da mesa também, pois constatei que não é eficaz ficar com ela e o computador ligados ao mesmo tempo. Acho que descansarei mais vendo na sala e trabalharei menos tempo se focar apenas no computador e nas correções que normalmente faço para uma terceira escola.

Blog: Nesse tempo a que me referi no início deste post, vi um aumento sensível na visitação por aqui. Apesar disso, vi que os visitantes não permaneceram muito tempo. Desprezando qualquer dica de SEO, tenho linkado mais, mas não o suficiente para que os leitores fiquem presos na rede de informações que, supostamente, trago. As estatísticas dizem que estes leitores voltaram e isso prova que gostaram do que viram ou, no mínimo, acharam um bom motivo para rir. Contribuiu para essa visitação maior a divulgação de links no Twitter. O contraponto é que tenho sido visitado por blogueiros. Escrever para blogueiros é complicado, mas falarei disso um dia, num post que nem me veio à cabeça ainda.
Visualmente, o blog melhorou bastante. Alguns amigos dizem que há muito espaço em branco, mas fiquei satisfeito com o resultado. Era o esperado. Implementei hacks que facilitaram meu trabalho e melhoraram a navegabilidade. Preciso ainda dedicar-me mais à divulgação e produção de conteúdo de maior relevância para meu público. Como professor de Português, escrevo para pessoas que se interessam por isso. Esse é um ponto importante em relação aos rumos do blog. Pretendo limitar-me a comentar o que me chama a atenção e a produzir conteúdo a quem se interesse pelo estudo da Língua Portuguesa. Essa é a primeira dica de qualquer um que se atreva a falar sobre como construir um blog relevante: escrever para um nicho específico. Veremos se isso trará resultados positivos em termo de visitação e divulgação futuramente.

Eu mesmo: Os dias em que fiquei mais tempo aqui me fizeram ver que preciso dosar mais o tempo que passo no computador. Além disso, trabalhando mais focado por meio das ações citadas anteriormente, trabalharei menos tempo. Quero voltar a lutar e quem sabe a andar de bicicleta. Já cuidei dela esses dias. Lubrifiquei, comprei algumas peças que estavam avariadas e só falta mesmo a vontade e oportunidade, pois essas coisas sempre fiz acompanhado. No mais, preciso ler com maior frequência e em maior quantidade, emagrecer, passar mais tempo com a mulher e filha, trabalhar melhor o "networking", vender meu peixe em alguns lugares que eram alvos quando vim morar em São José dos Campos, fazer mestrado, ainda que não seja na UNICAMP ou USP como queria há quatro anos.

Igreja: Certa vez falei que iria escrever um post como esse e duas amigas disseram estar curiosíssimas em relação ao que eu iria dizer. Não vejo motivos para isso. Como quase todos sabem, vou à igreja regularmente, participo de um grupo de louvor e, às vezes, dou aulas para pré-adolescentes na Escola Bíblica. O que me diferencia, no entanto, de alguns que vejo por aí é o fato de não estar muito preocupado com a opinião que algumas pessoas têm de minha relação com a religião ou com Deus. Sei que não é muito bom e que deveria, sim, polir um pouco mais o meu linguajar e agir de forma um pouco mais coerente com algumas coisas que falo para os pré-adolescentes, por exemplo. O problema está justamente nesse ponto. Não acho que esteja errado totalmente em meu modo de agir. Não vejo que minhas motivações para ir à igreja estejam erradas muito menos acho que não deva estar ali por causa da forma como ajo quando estou fora. Fico intrigado com o ódio que algumas pessoas têm de evangélicos e acho improvável que minha relação com muitas pessoas na internet seja a mesma depois de afirmar com todas as letras que sou evangélico, dizimista, professor de escola bíblica, ministro no louvor e que, pásmem para muitos, eu goste disso.
Nesse aspecto, acabo causando um pouco de estranheza quando afirmo que não ter sido convocado para a Polícia Militar foi uma boa coisa, pois eu seria um policial muito violento. Não seria corrupto, pois já tive chance de sê-lo, mas não fui. Sei, porém, que não perdoaria facilmente qualquer bandido. Sabe aquela ideia de fazer justiça com as próprias mãos? Sei que não é muito cristão, mas por que vou dizer que agiria de forma diferente se sei que não agiria.
De tudo que disse antes, o que sempre ponho em minha cabeça é que não me furto o prazer de fazer algumas coisas, ainda que as consequências possam colocar tudo que já tenho a perder.

É isso. Somos, nós todos, apegados a datas. Apesar de ver alguns dizendo que odeiam datas comemorativas, uso cada uma delas como se fosse uma chance de assumir algum compromisso maior como uma mudança de postura. Essa segunda eu estou encarando dessa forma. Vou aproveitar o aumento nos compromissos como desculpa para minha aparente falta de posts aqui no blog.

Aceito manifestações nos comentários, mas me poupe de suas avaliações.

Um post escrito na madrugada, em meio à conversa com uma amiga das antigas.

Como funciona o cérebro feminino?

Falam que homem é complicado de entender, mas recentes estudos de fontes nada confiáveis conseguiram reproduzir em laboratório o funcionamento do cérebro de uma mulher quando alguém pergunta se ela sabe onde fica uma determinada rua.




P.s.: dizem que o cérebro masculino tem muito menos atividade e costuma dar mais problemas.

Ler deveria ser proibido

E pensar que o destino do mundo esteve nas mãos dele.

Há muito anos tomei contato com o texto "Ler devia ser proibido". Lembro-me que, na época, o título chamou-me muito a atenção. Leia-o e comprove que é verdadeira a argumentação.

A pensar a fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido. Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavaleiros que jamais existiram, meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-lo com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas pra que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem necessariamente ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas.
É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, podem levá-las a
desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, podem estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos, em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista da sua liberdade.
O mundo já vai por um caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais, etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de Pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há correntes, prisões tampouco. O que pode ser mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns. Jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um. Afinal de contas, a leitura é um poder e o poder é para poucos. Para obedecer, não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Como estudar em grupo

Hoje ouvia alguns alunos meus conversando sobre a apresentação de um trabalho de História. Na verdade, eles estavam amaldiçoando o outro aluno que não havia chegado para entregar a parte dele do trabalho. Por um instante pensei em como eles são desorganizados. Em quatro, não conseguem organizar uma divisão e, pior, não conseguem cumprir a parte que lhes cabe. Se algo que será cobrado pelo professor é feito assim, imagine se estivessem estudando por conta própria.

Não se pode negar que estudar em grupo é uma maneira de suprir algumas deficiências que podemos ter. Certos alunos têm mais facilidade com a área de exatas, outros, como eu, com a de línguas. Já outros, têm uma facilidade absurda com música. Bom, o fato é que se somos tão diferentes e precisamos chegar ao mesmo lugar, podemos nos ajudar.
Uma das formas de nos ajudarmos mutuamente é fazendo comparações daquilo que temos anotado. Já falei, aqui no Blog do Bauru, sobre como tomar notas e se você e seus amigos leram, devem ter aprendido a lição.
  • Ao estudar em grupo, as divisões de trabalho precisam ser claras para potencializar o aprendizado.
  • As anotações a que me referi anteriormente não são a garantia de que a matéria será plenamente entendida. Se você precisa aprender algo, deve estudar sozinho primeiro e usar o estudo em grupo apenas para revisar.
Entenda ainda que uma maneira eficiente de aprender é ensinando. Imagino que seja por isso que me tornei professor... pra aprender.

Conselho de ética do galinheiro

Conselho de merdinha
Algumas imagens ultrapassam a barreira do tempo. Uma rápida olhada nos grandes portais comprovará que a única coisa que não há nesse conselho é ética.
Imagem antiga copiada não sei de onde nem de quem.

A vida nos prega peças. Ou não.

Depois de nove meses nasce o rebento. O pai, orgulhoso, veste o uniforme do time do coração, tira uma foto e leva para o bar no dia seguinte. Exibe aos amigos e, na legenda, diz que é seu primeiro filho e que é macho. O garoto cresce acostumado a mostrar o pinto pipi aos amigos do pai. Perde a conta de quantas vezes ouviu o pai dizer " mostra o pintão pipizão aí".
Acostumado, cresceu achando que as mulheres eram objetos. Conheceu o sexo oposto numa viagem de família. A prima, mais nova, não entendeu bem o que estava acontecendo, mas curiosa, deixou-o levar adiante a história da garaginha. Mais tarde, já na faculdade, escolheu fazer pedagogia. Curso? Nada disso, a sala era cheia de meninas. Na escada, conversando com o amigo, apontava com a sobrancelha cada uma das meninas que saiam da sala e dizia baixinho "essa eu já peguei", "essa eu vou pegar".
Envelheceu, mas escolheu não casar. Falava de boca cheia que nunca faria exame de próstata. "Aqui não entra nada, apenas sai". Mais tarde, da coroa que andou pegando quando as menininhas deixaram de interessar ganhava presentes. Bom é sexo e dinheiro. De uma outra, ganhou uma viagem para a Espanha. Sexo internacional. Primeiro dia na Espanha, foi ver uma tourada. Foi aí que descobriu que a vida nos prega peças.

Considerações sobre o ato de escrever redações

Qual a finalidade de escrevermos redações?

Comunicar!


Este é o fim principal de uma redação. Isso significa que escrever é um ato de comunicação. Engana-se quem pensa que ao escrever, estamos apenas dando vazão à criatividade. Escrevemos para falar quem somos, ainda que o assunto seja deveras técnico.


Qualquer um que se proponha a falar de algo num texto, seja ele dissertativo ou um post sobre a última Playboy da ex-bbb, precisa inicialmente compreender corretamente o enunciado contido numa proposta.

Um exame cuidadoso da proposta dá ao redator a exata delimitação do assunto, permite-lhe perceber de imediato como desenvolver o pensamento para não fugir do tema.
Essa postura conduz ao segundo ponto.

O esboço

Já ouvi histórias de escritores que deixam seus textos por anos numa gaveta para que eles envelheçam. Escrever, a não ser quando for uma notícia, movido pela paixão pode fazer com que as palavras venham carregadas de veneno. É bom refletir sobre o assunto. Há quem prefira esboçar mentalmente o que será escrito. Não é demais dizer que um plano sempre é necessário para que não nos percamos no caminho. Entender de onde se parte, como se vai e, principalmente, onde se quer chegar é essencial para que o texto forme um todo significativo. Quais são as partes do seu texto? Veja o que deve conter cada parágrafo no modelo abaixo:


Título
  1. Estabelece-se o tema que gerou a perplexidade
  2. Faz-se referência a fatos de conhecimento público.
  3. Comentários críticos são feitos.
  4. Observações finais são feitas e gera-se uma expectativa
É bom, no entanto, dizer que, se o assunto for científico ou de caráter interpretativo, deve-se dizer antes o que se vai provar, provar o que se havia proposto e enunciar o que já se provou. Não sei se perceberam, mas esta é a fórmula para se escrever uma tese.

Não se esqueça, ainda, de rever o que foi escrito. Veja se foram usadas as palavras ideais, se não há erros de grafia, se a pontuação valoriza o texto.

Por último, entenda que ninguém tem obrigação de fazer um texto de características literárias, mas escrever corretamente é obrigação.

Segurança ao alcance de todos

Você quer se sentir mais seguro?

Nos dias atuais, uma das maiores preocupações para quem usa a internet como lazer e mais ainda para quem faz dela um instrumento de trabalho, é a segurança. Hoje em dia, não basta ter um bom anti-vírus. Ter uma postura defensiva e conhecer os caminhos usados pelos hackers para invadir seu computador é fundamental para um sono um pouco mais tranquilo. Quem tem um blog também sofre com isso. Quem não se lembra do caso da Roseli Zanchetta? Dona do "Blog a La Carte", ela foi hackeada e "perdeu" o trabalho de um bom tempo. Hoje, ela está com o Bloggersphera. Proteger seu blog é a proposta do editor do site Icebreaker, Sérgio Estrella, com a publicação do eBook Blogger Seguro.

Interessado em conhecer o eBook? Abaixo vão os links onde ele estará disponível:

No Google Sites: eBook Blogger Seguro

No Windows Live Skydrive: eBook Blogger Seguro

No DivShare: eBook Blogger Seguro

O que você vai encontrar no eBook Blogger Seguro?

Plágio
Há um capítulo detalhado a respeito do plágio. A maior praga para quem produz conteúdo original é ver suas postagens copiadas indiscriminadamente por pessoas mal intencionadas que querem crescer às custas do trabalho de alguém. Nada mais "lei de Gérson" que copiar, colar e publicar como se fosse seu um determinado trabalho. O livro mostra como evitar, proteger-se e identificar conteúdo plagiado. Não deixe de ler este meu post onde mostro duas ferramentas que podem ajudá-lo nesse trabalho. Coincidentemente uma é citada no eBook.

Invasões
Quais os caminhos mais usados pelos hackers para atacar seu blog? Como diminuir os riscos de ser uma vítima. Você ficará impressionado ao constatar que o maior responsável por perder todo um trabalho executado num blog é do próprio dono do mesmo.

Recuperação
Qualquer tutorial de hacks que você encontra em blogs como o Usuário Compulsivo, Dicas Blogger, Dicas para Blogger e outros vem sempre acompanhado da velha e batida, mas nem por isso desnecessária, dica de fazer becape. Mais que proteger de eventuais descuidos nas alterações que não deram certo, o becape é a segurança que você tem de que seu trabalho não será perdido.

Há ainda um capítulo indicando os passos a serem seguidos para fazer uma reclamação formal no Google. A dica é sempre a mesma, guarde tudo que tiver a respeito do seu blog e junte o máximo de provas possíveis de que ele é seu.

É isso, pessoal. Não deixem de baixar o eBook do Sérgio. É um verdadeiro manual para aqueles que estão iniciando na construção de uma blog e, porque não dizer, um bom lembrete para os macacos velhos da "blogosfera".

P.s.: Bem capaz do Anderson vir aqui reclamar que o termo blogosfera está errado.

Estão participando do lançamento do Blogger Seguro, os seguintes blogs: UsuárioCompulsivo, 365 dias, ENE – Eu Nós Eles, ZiunaNet, Plugado, Amt Online, Blog do Loko, JC Digital, Virtual Z1, InfoDrama, O Melhor e Pior, Pandongo, Códigos Blog, Pixel White, Blog do Dan, ALLgoritmos, Filhos da Web, Usuário Black Power, Internet Ativa, Fabrizio Malta – Diário de Bordo, NaSorte Promoções, Marynet, Amostra Grátis, Aero Gamer, Blog de Tarô, Egopidemia, Lavanderia Virtual, Infinito Positivo, Grãos de Areia pelo Infinito, PopNutri, Grupo NGJ, Sai Azar, Além das Curvas, O Bob ta Ocupado, Joserilde Júnior, Blog do Zé Marcos, Marketing Digital, Uhu! Galera!…, Ponto.Caos, Blog do Xavier, Intelectualmente™, Portal Meira, BlogIdéias, SequelaNet, Made in Brasilis, GlobGoo, Blogger na Web, Worms Web Group, Gerenciando Blog, Blog do Lausi, Advanced Unit, I/O Tecnologia, Blog EJM, The Hackerbuster, Luz de Luma, Árvore Dourada, Blog do Bauru, Nintendo Blast e Crazyseawolf's Blog

Livre-se de vez dos plagiadores

Depois de falar sobre originalidade no post "Você se considera original, corrupto? e de mostrar minha decepção com os blogueiros que só falam em como subir em rankings e listas no post "Estou decepcionado com vocês, blogueiros", volto ao tema porque é cada vez mais complicado detectar onde estão as cópias daquilo que você escreveu. Isso, no entanto, pode ser minimizado com o serviço do site Copyscape. Inserindo o link de seu blog no campo específico, o site verifica se há outros blogs com textos iguais aos do seu.


Veja, por exemplo, a pesquisa que fiz com o Blog do Bauru. Inseri, inicialmente, o link do meu blog no campo específico.

Os cinco primeiros resultados mostram blogs que têm textos iguais ao do Blog do Bauru.

Põe a mãozinha em cima e aperta que cresce, caro leitor.

Veja só que coisa interessante. Fui plagiado pelo Felipe Xavier. Uma coisa que nunca imaginei que pudesse acontecer e, creio, ninguém acreditaria se eu não tivesse tirado o print dos resultados.

Calma, gente, o texto que o Copyscape identificou como igual é o de um e-mail com pérolas do ENEM que publiquei no post "Para tudo. Só eu posso zoar com eles". Ele (o Felipe) e o grupo de simpatizantes do Íbis já recebemos isso milhares de vezes por e-mail.

Faça o teste com o Copyscape. Se quiser um detalhamento maior, assine o serviço Premium.

Há, ainda, a opção de pesquisar usando um outro serviço. Este me foi indicado pela Juliana Sardinha via Twitter. Chama-se "Quem me ama" e segue a mesma linha do serviço citado anteriormente.
Veja que beleza de análise:

Põe a mãozinha em cima e aperta que cresce, minha filha.

Quanto a mim, estou na dúvida se contrato o Hugo Meira ou o Stanislaw. Se bem que de cópia, um advogado dono do "Copia, meu filho" sabe mais que um do Portal Meira.

Como dizem por aí, #ficadica.

Leia ainda os seguintes posts:


Mais tarde, aqui no blog, o lançamento do eBook Blogger Seguro.

P.s.: Ele publicou antes de mim. Que isso fique claro.

A fonética nos prega peças

Não assisto o "No Limite", mas minha esposa chamou-me para ver a cena. Acho que é algo semelhante ao paredão do BBB. As pessoas votam no participante que desejam ver fora da casa. O fato é que a fonética pregou uma peça num dos participantes. Corri aqui e achei a imagem para mostrar que não é apenas minha avó que dizia "bassora", "barrer"... há gente mais instruída cometendo equívocos, talvez, piores.


portal+paredão+julha

Aprendendo algo com a "Surfistinha".



Navegando entre meus arquivos preparando uma avaliação de Redação, deparei-me com um texto que guardava. O motivo eu nem sei, mas guardava. Li novamente e fiquei pensando no que ela disse. Resolvi pensar alto e escrever aqui. Vamos a mais um texto da série que nunca existiu aqui no blog: Textos comentados! Hoje, um relato da musa do Alexandre Frota, Bruna Surfistinha.
Pois é galera, foram três anos e 8 dias na putaria!!!
Carreira curta. Lembra-me a carreira dos jogadores de futebol. Semelhantes as carreiras são. Trabalham com bolas, dormem fora de casa e são a paixão maior dos brasileiros.

E estou aqui para me despedir de vocês como “Bruna surfistinha”!!
Nestes três anos, fui Bruna durante 8 meses, Fernanda por 4 meses e Bruna surfistinha por dois anos.
Me considero uma vencedora por ter passado por tudo o que passei sem abaixar a cabeça para nada e ninguém. E posso dizer que não foi fácil. Mas consegui!
Imagino como devia ser difícil seu trabalho. A carreira de professor também não é uma maravilha. Aguentar apelidinhos, mudanças de horário, vender-se por pouco dinheiro a despeito de todo investimento feito anteriormente. Aluno não é um ser fiel. Amam os professores, mas basta eles serem trocados para que a paixão mude de foco.
Comecei a fazer programa com 17 anos. Eu lembro que estava perdida na vida, insegura, não tinha nenhuma experiência sexual. Tudo o que aprendi sexualmente falando, foi sendo prostituta.
Aprendi muito nestes últimos anos, coisas que muitas pessoas passarão a vida toda sem aprender, pois só a vida ensina.

Dizer-se perdida na vida antes mesmo de começar na profissão é uma postura corajosa. Sobre passar a vida sem aprender algumas coisas, passo a vez. Ouvi dizer que já existe o Kama Sutra pra nos ensinar. Na verdade, basta ligar a tv na novela das 20h ou virar a madrugada vendo a Band.
Longe dos meus pais, com homens estranhos na cama, tive que cheirar sacos fedidos, ainda tive que enfrentar invejosos de plantão, assim como, a hipocrisia e o preconceito na sociedade. Este foi o “lado negro” que enfrentei.
Essa descrição dá a noção exata do tipo de público que ela atendia. Não comento o resto porque vou ali vomitar.
Conheci muitas pessoas bacanas, amigos que guardarei no meu coração para sempre e que jamais deixarei de manter contato, conheci o Pedro – o amor da minha vida , ganhei muito dinheiro mas mais do que isso, recebi muito carinho e credibilidade. Este foi o lado bom da história.
Amigos? O dono da farmácia, a mulher do teste de AIDS, o manobrista... Maravilha é ter conhecido o rapaz citado aí. Só não pode deixar de mencionar que ele era casado na época, né? Eu sei que você não tem culpa disso, eu sei. Por último, disse mesmo credibilidade? Gostaria de saber como é isso. Tem um ranking?
O dinheiro nunca foi fácil, foi apenas rápido...
Se o nome disso. É rapidinha, né? Já tive um coelho e ninguém ganhava dele desse quesito.
Valeu a pena????
Depende em qual sentido. Mas se eu colocar tudo numa “balança”, não valeu.
Só você poderia responder, né? Nesse aspecto o sentido influencia muito. Há quem goste de ficar por cima, há quem goste de ficar por baixo. Já você, sei que não tinha como escolher, né.
Um dia quero poder rir do meu passado.
Pode rir conosco.
O segredo para não abaixar a cabeça foi ter esperança. O segredo para ter tido sucesso, foi ter coragem.
Fala a verdade, o segredo é sim baixar a cabeça. Coragem nós já sabemos que teve, vide o comentário no início do texto.
Nunca tive vergonha, assumi de cara limpa. Reafirmo que nunca ninguém pagou as minhas contas, o corpo é meu e a vida é minha. Ter vergonha do quê então?
Passo! Você tem razão.
Nunca me senti como uma prostituta, quem me conheceu sabe o que estou querendo dizer. Digo que fui uma namoradinha de aluguel.
Amo eufemismos. Um outro é "eu não era puta, era apenas uma modelo que descansava durante o dia".
Interpretei muito bem a minha personagem e sempre consegui separar a profissão da minha vida pessoal.
O que falta para se tornar uma artista global.
Para mim, ser prostituta foi como se eu fosse uma atriz onde eu interpretava uma única personagem: a Bruna surfistinha. Eu me sentia como se estivesse num teatro: onde eu era a protagonista, o palco era a cama, o figurante era o cliente e a platéia não existia.

Não disse? Está explicado o porquê dela ter se tornado escritora. Manipula a língua como ninguém. Eufemismos ela já mostrou que sabe usar.

Eu gostava de fazer programa, preciso reconhecer isso. Imaginem, comecei a fazer programa com 17 anos, justamente quando os hormônios estão à flor da pele!!! Mas quando completei 19 anos, juro que cansei. Mas nunca quis demonstrar isso, pois eu precisava vender o meu peixe, fazer marketing, publicar o meu trabalho para ganhar dindin.

Estranharia se lesse coisa diferente disso. Creio que qualquer profissional que esteja lendo meu blog já disse algo muito semelhante a isso. Bom, vamos deixar essa última parte de lado. Tenho confiança no ser humano, na conversão dele. Entenda conversão como mudança de rumo e não como adesão a alguma religião. Já falei disso no meu antigo blog. Noutro dia volto aqui e falo sobre as dicas para que seu marido, minha leitora, nunca procure os serviços de alguém como era a protagonista do pos no início da carreira.
P.s.: vejam que falei apenas da personagem "Surfistinha". O que a moça, que tem mais livros publicados que lidos, faz hoje não me interessa.

Piadinhas dominicais



"SOGRA DESAPARECIDA"
Um cara foi a delegacia e disse:
- Eu vim dar queixa, pois a minha sogra sumiu.
O delegado disse:
- Há quanto tempo ela sumiu?
- Duas semanas - respondeu o genro.
- E só agora é que você me fala?
- É que eu custei a acreditar que eu tivesse tanta sorte!

"CASAMENTO DE BÊBADOS"
Os dois vagabundos tomando pinga no bar:
- Escuta, que festa foi aquela que teve aqui ontem? Ic!
- Ah, foi um casamento...
- Que bom! E os noivos, estão bem? Ic!
- O noivo está no cemitério, e a noiva no hospital.
- Que horror! O que houve? Muita bebida?
- Não. O noivo é coveiro e a noiva, enfermeira...

"MANUEL TOPA TODAS"
Maria no almoço de Domingo:
- Manuel, tu comes torta?
- Se eu como torta? Se eu já comi uma corcunda, vesga e desdentada, não vou comer uma torta? Claro que vou!

"SAUDADES DE JOAQUIM"
No funeral de um português operário, um homem, desconhecido da família, chora muito. A mulher do falecido se aproxima e pergunta:
- Era seu amigo?
- Era...snif!
- E gostava de você?
- Demais. Suas últimas palavras foram para mim, ó pá...
- Ah, é? E quais foram?
- Manél, não mexe no andaaaaime!

"PAPO DE BAR"
- Tu gosta de mulher de peito caído?
- Eu não, tá louco?
- E de mulher de mau hálito?
- Claro que não!
- Com pêlo na perna e olho de peixe morto?
- Eu não, cara!
- Então para de cantar a minha mulher!!!!

Recebidas por e-mail de alguém que ignoro.

Até tu, Brutus?

Creio que todos nós já recebemos spams. Além do inconveniente de ter de apagar a mensagem indesejada da caixa de entrada, existe também a raiva por saber que pode não ter sido culpa sua a divulgação do e-mail. Ainda há aqueles amigos-malas que enviam aquelas correntes para todos da lista de contato, mas se esquecem de colocar os endereços como cópia oculta. Pornografia, propagandas de Viagra, promoções da padaria e outra infinidade de assuntos fazem parte dos spams. Quando são verdadeiras, podemos considerar como estratégia de marketing. Tudo bem que queima o filme, mas... E quando a mensagem vem de um remetente conhecido e de reputação ilibada? Veja o print de uma mensagem em minha caixa de entradas:

Até tu, Brutus?

Resolvi, apesar do medo de perder meu e-mail e o acesso aos blogs e tudo mais. Pensando bem, eu seria uma pessoa quase sem identidade se isso viesse a acontecer. Esta postagem foi escrita usando o WLW. Qualquer problema que seja encontrado, releve, por favor.

Você sabe o que é um viral?

Segundo o Tira-dúvidas do G1, viral é o "termo usado para definir uma campanha publicitária que os próprios usuários da internet tratam de divulgar, não exigindo esforço dos anunciantes. Geralmente são usados vídeos." Uma definição assim, no entanto, pode não ser muito clara para os desprovidos de engenho, por isso, veja o conceito em movimento.


Você sabe o que é coerência textual?


Esta mulher é feia! Isso é incoerência externa!

É comum, ao corrigir as redações de meus alunos, eu escrever que é preciso atentar para a coerência textual. Quando afirmo isso, refiro-me a dois tipos principais: a interna e a externa.

Coerência interna é a não-contradição entre as partes do texto. A externa é a não-contradição com a realidade, com o senso comum.


As idéias numa dissertação precisam se completar, a geral se apoia na particular, a particular sustenta a geral. Na narração, se uma personagem for negra no começo, será assim até o fim, exceto o Michel Jackson, é claro.

A coesão colabora com a coerência, porque os conectivos ajudam a dar o sentido à união de duas ou mais idéias: alternância, conclusão, oposição, concessão, adição, explicação, causa, conseqüência, temporalidade, finalidade, comparação, conformidade, condição.
Veja um exemplo de incoerência na dissertação:
“O verdadeiro amigo não comenta sobre o próprio sucesso quando o outro está deprimido. Para distraí-lo, conta-lhe sobre seu prestígio profissional, conquistas amorosas e capacidade de sair-se bem das situações. Isso, com certeza, vai melhorar o estado de espírito do infeliz”.
Exemplo de incoerência em narração:
“O quarto espelha as características de seu dono: um esportista, que adorava a vida ao ar livre e não tinha o menor gosto pelas atividades intelectuais. Por toda a parte, havia sinais disso: raquetes de tênis, prancha de surf, equipamento de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com as peças arrumadas sobre uma mesinha, as obras completas de Shakespeare”.
Fui claro? Considere me seguir no Twitter e aprender mais sobre o uso da linguagem.

Postagens para indolentes

Indolência é o mesmo que morosidade, ócio, preguiça. Este post inicia uma série de passatempos para, é claro, passar o tempo. Jogue e deixe nos comentários a sua pontuação.


Pense antes de postar

O senso comum diz que há quatro coisas que não voltam para trás. São elas:

A pedra atirada


A palavra dita



A ocasião perdida



O tempo passado.



Sou obrigado, no entanto, a acreditar que há uma outra coisa que não volta pra trás.

Uma foto sua na internet.




A Xuxa está aí pra não em deixar mentir.
Inspirado num post do Sedentário.

Quem é favorável à pirataria?


- Boa tarde, aqui é o Joãozinho*. Gostaria de saber se meu computador está pronto.
- Joãozinho? Ah... o do Windows original?

O diálogo acima é verdadeiro e mostra como nos dias atuais as pessoas acham estranho quando alguém usa programas, principalmente sistemas operacionais, originais.
Tempos atrás, discutindo com um amigo a respeito da pirataria, elencávamos os benefícios e os prejuízos de quem copia algo. Interessante foi brincar de advogado do diabo e defender o indefensável. "Por alguns instantes", fomos fervorosos defensores da cópia de tudo quanto estiver disponível na internet.

Incentivar a leitura é dever de todos.

Partindo desse ponto, chegamos à conclusão de que quem copia está se favorecendo de um gesto benemérito, pois é um ato de democratização de informações, conhecimentos e livros. Quem disponibiliza algo para download está fazendo muito mais que muitos programas sociais do Brasil. Responda-me... qual o benefício de distribuir cestas básicas às pessoas? Sempre haverá quem não negue um prato de comida a você. Eu nunca neguei a quem me pediu. Experimente, no entanto, chegar em uma casa e pedir a última edição da Playboy. É provável que você saia enxotado.

Estes programas sociais, em sua maioria, se promovem nas televisões e rádios e pouco fazem e/ou trazem benefícios para a sociedade de baixa renda. Todos nós sabemos que o maior tesouro que podemos ter é o "saber". Se você está feliz e saciado sexualmente terá muito mais chances de conseguir um bom emprego que suprirá aquilo que os tais programas dão. O grande problema é que algumas pessoas de pensamento curto e de pouca inteligência, melindradas, mesquinhas e com interesses escusos, tentam, desde tempos imemoriais, cercear ou roubar o "Futuro" de pessoas de poucas posses, dificultando-lhes a vida de várias maneiras tais como: oferecendo baixos salários, privações de lazer, degradação moral e os dos bons costumes da família, etc., inúmeras maneiras que todos nós conhecemos.

Conviver com algumas pessoas no Twitter, por exemplo, me faz crer que a democracia não é boa em alguns momentos.

Voltando ao que falava sobre pirataria, é triste saber que alguns tentam desestimular o belo trabalho de contribuir sem o cunho financeiro ou congratulações, tornando solidário o acesso de livros , revistas , apostilas , playboys, filmes e diversas outras coisas.

*Evidentemente o nome é fictício. Ou não.

Toda mulher bonita é burra

Já me envolvi em discussões homéricas por causa de coisas que falei. Uma delas foi quando sugeri um censo na população carcerária com uma simples pergunta.

Para qual time você torce?


Afirmo com toda segurança que meu preconceito me outorga que a imensa maioria dos presos torce para o Corinthians. Sim, você pode manifestar-se pelos comentários a respeito disso. Ainda que você diga que isso acontece porque o Pumba, ou melhor, o Timão tem a maior torcida do Brasil, quiça do mundo. Você pode até dizer que isso acontece porque a torcida dos gambás, ou melhor, do Pumba, ou melhor, do Corínthians é formada de gente do povo, sofrida, favelada... Fique com seus argumentos aí.

Outra generalização das mais enraizadas no inconsciente coletivo é que toda mulher bonita é burra. A gente sabe que isso é uma inverdade: está assim de mulher linda e inteligente conquistando o seu espaço por aí. Fique com o exemplo da minha amiga aqui pra não dizer que é lenda o que eu falo. Então por que o estigma perdura?

Créditos na imagem

Porque tem fundamento. É uma verdade politicamente incorreta, mas ainda sim uma verdade: garotas muito bonitas, na maioria dos processos seletivos, não precisam dar duro para terem o mundo a seus pés. Nossa sociedade valoriza demasiadamente a estética, o par de olhos verdes, o cabelo liso, o corpo de cinema. Se isso acontece tão explicitamente, qualquer garota que se encaixe nesse padrão de beleza acostuma-se desde cedo com os elogios. Minha filha tem olhos castanhos. É morena e tem os cabelos encaracolados. Um amigo, cuja filha é loira de olhos verdes e bonita como a mãe sempre me diz que se minha filha tivesse olhos verdes como a mãe eu teria de dormir com a garrucha do lado. Vê? Ela tem só três anos e o cara já está preocupado com o trabalho que poderei ter por ela ser linda.
Voltando ao título do post, meninas que sabem que são bonitas sabem também que vão ser tiradas pra dançar. Os caras fazem fila para namorá-las. Basta que jogue o cabelo para um lado, depois para o outro, e os príncipes caem na rede. Pode ser que você não concorde, mas a tv está aí pra provar que aquilo de que discorda é ponto pacífico em nossa sociedade.

Dicas para customizar um template


Se ele aprovou, vou ligar pra quem discorda?

Customizar um template Mínima desde o começo foi gratificante. Não que eu tenha feito coisas mirabolantes, mas por saber que hoje eu posso mexer em muitas coisas sem quebrar tanto a cabeça. Lembro-me ainda da época em que usei o Template Esqueleto Compulsivo e posteriormente o Template Blogger Tips. Já passei por diversas caras. Algumas tão estranhas que prefiro esquecer. Creio até que mudar de template tenha a ver com o nosso estado de espírito. Houve épocas em que me prostitui . Fui influenciado por diversas opiniões e não podia ver uma nova sugestão na minha caixa de entradas de e-mails para querer logo mudar. Mudava, tinha aquele trabalhão todo pra configurar os widgets e continuava insatisfeito. Dizer que admiro quem permanece por um ano todo com um template seria mentir. Acho, às vezes, que é conveniente ou até uma estratégia de marketing. Bom, melhor nem citar nomes neste caso, pois é difícil entender como alguém troca o que está bom por algo pior em navegabilidade, em estética. Eu que o diga.
Fato é que passei umas duas semanas mexendo neste que uso agora. Você pode até dizer que foi muito tempo para um resultado pífio, mas intercalei isso com longos momentos sem vontade nenhuma de postar. Tenho feito isso em menor quantidade porque me falaram tanto em fidelidade do leitor, sobre dar tempo para ele pensar no que eu tinha escrito que acabei me aventurando mais na leitura do que nos posts do blog.

Bom, baseado no template Mínima feito por Douglas Bowman, fiz, primeiramente, as alterações abaixo:

- Templates para Novo Blogger: Artigos relacionados no Blogger;
- Templates para Novo Blogger: Como exibir as datas em todos os posts de um mesmo dia;
- Templates para Novo Blogger: Retirar o link : Assinar: Postagens (Atom);

Depois disso, passei a querer brincar com o layout de forma mais efetiva. Há algum tempo (na verdade muito) quando participei pela primeira vez no Grupo Blogspot Brasil, querendo resolver um problema num template que havia colocado no antigo "Encontros Fortuitos", a Priscila (Goiabas Verdes Fritas) disse que eu deveria mexer num tal de h2. Só hoje, mais de um ano depois é que passei a entender o que ela quis dizer. Valeu, Priscila.
Bom, nesses dias, ajudaram-me, ora censurando as "belezuras" que eu queria fazer, ora incentivando o que estava ficando bom, alguns amigos. Como continuo acreditando sem hesitar que linkar é a melhor maneira, depois da boa remuneração, de valorizar o trabalho de alguém, cito quem "me aguentou" nesses dias de TPP:

Caio do Blog do Lausi;
Felipe do Blog do Xavier;
Hugo Meira do Portal do Meira e Hugo Meira (portal jurídico)
José Márcio do TutorUnopar;
Márcia do Dicas e Templates para Mamanunes;
Iara do Mais atitudes;
Rogério "Bauru" do Blog do Bauru ("me citei a mim mesmo", claro!);

Certamente me esqueci de algumas pessoas que apenas passaram por lá e disseram que estava ficando legal. Perdoem-me.
Coloquei, ainda, os hacks e dicas implementadas abaixo:

Dicas Blogger: Widget com o ranking e os últimos visitantes do BlogBlogs;
Usuário Compulsivo: Citações com destaque no Blogger;
Usuário Compulsivo: Corrigindo a exibição do Favicon no Blogspot;
Usuário Compulsivo: Otimizar o título das páginas no Blogger;
Blosque: Suplemento de Trackbacks Para Blogger - Blogspot (logo estará na sidebar);
Usuário Compulsivo: Destacar comentários do autor no Blogger
Usuário Compulsivo: Widget - Busca com Dica Autolimpante
Usuário Compulsivo: Backlinks e Trackbacks no Blogger
Usuário Compulsivo: Personalizar caixa de comentários do Blogger
Dicas Blogger: Personalizando a caixa de comentários do Blogger


Por último, coloquei um trecho do código disponibilizado pelo Felipe do Blog do Xavier para exibir apenas os ícones do Technorati nos marcadores.
Como todo layout que uso, sempre há o que melhorar, mas será o mínimo possível. Gostaria de ter implementado a "navegação por páginas" e "posts em cores diferentes na home", mas não consegui e, por achar que não eram essenciais, resolvi deixar para as mudanças de fim de ano. Vou ainda, se encontrar um tutorial que funcione para mim, o linkbar abaixo do cabeçalho. Isso, no entanto, pode ficar para depois.

Confira o a dica de leitura dela neste post publicado hoje.
- "O homem grávido" no Goiabas Verdes Fritas;
- "Mea culpa? Nunca" no Blog do Bauru;