A vida nos prega peças. Ou não.


Depois de nove meses nasce o rebento. O pai, orgulhoso, veste o uniforme do time do coração, tira uma foto e leva para o bar no dia seguinte. Exibe aos amigos e, na legenda, diz que é seu primeiro filho e que é macho. O garoto cresce acostumado a mostrar o pinto pipi aos amigos do pai. Perde a conta de quantas vezes ouviu o pai dizer " mostra o pintão pipizão aí".
Acostumado, cresceu achando que as mulheres eram objetos. Conheceu o sexo oposto numa viagem de família. A prima, mais nova, não entendeu bem o que estava acontecendo, mas curiosa, deixou-o levar adiante a história da garaginha. Mais tarde, já na faculdade, escolheu fazer pedagogia. Curso? Nada disso, a sala era cheia de meninas. Na escada, conversando com o amigo, apontava com a sobrancelha cada uma das meninas que saiam da sala e dizia baixinho "essa eu já peguei", "essa eu vou pegar".
Envelheceu, mas escolheu não casar. Falava de boca cheia que nunca faria exame de próstata. "Aqui não entra nada, apenas sai". Mais tarde, da coroa que andou pegando quando as menininhas deixaram de interessar ganhava presentes. Bom é sexo e dinheiro. De uma outra, ganhou uma viagem para a Espanha. Sexo internacional. Primeiro dia na Espanha, foi ver uma tourada. Foi aí que descobriu que a vida nos prega peças.

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3 comentários

#eurimuitoaltoequasecaidacadeiraputamerdaqueengraçado

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Caio, e você acha que comigo foi diferente?

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E eu achando que era um texto sério! hahahha
Muito bom!

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