Tenso em quadrinhos


Essa eu vi no Bobagento.

Mostrando a cobra no carro


Já havia visto isso num filme, mas saber que é usado de verdade... Não sei o que fica mais caro: isso ou um alarme "normal".

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Das negativas

Não sou entusiasmado, não sei lidar com pessoas, não sei mexer em HTML, não publico minhas boas idéias, não consigo terminar o livro que estou lendo, não sei mais empinar bicicleta, não piloto moto há tempos, não suporto gente burra e teimosa, não entendo o porquê do egoísmo, não tenho paciência pra discutir relação, não suporto mais gostar de um template, usá-lo e começarem a aparecer os defeitos, não consigo ficar pedindo ajuda para quem sabe, não quero ser confundido com aproveitador. E ponto final.

Jogos de palavras


Quem não completar esse é mulher do padre.

Como chegar à melhor idade bem

Bom, chegar à terceira idade, ou como preferem os mais polidos, à melhor idade, traz consigo algumas limitações sobre um corpo já muito rodado. Dizem que não se tem a mesma vitalidade, a rapidez dos movimentos e do raciocínio (discordo em gênero, número e grau), a mesma coordenação motora da época da juventude (com o advento do Viagra, isso está mudando). Há mais tempo disponível, mas alguns idosos não sabem o que fazer com ele... Alguns, pois o amigo aí da foto está aproveitando a balada.

Olhe os espaços

Mais uma dica para fazer o cérebro chegar aos 80 funfando.

Chifrudo levando a pior

Porque o bicho não tem culpa de ter nascido chifrudo, né?

Porque títulos ambíguos são ótimos geradores de visitas.

Preto e Branco

Por que nos preocupamos tanto com as aparências? Fernando Sabino fala desses julgamentos, em especial do racial, no texto que coloco logo mais. É apenas uma transcrição, mas vale a leitura. Um minuto bem gasto na minha humilde opinião.

PRETO E BRANCO

Perdera o emprego, chegara a passar fome, sem que ninguém soubesse: por constrangimento, afastara-se da roda boêmia que antes costumava freqüentar – escritores, jornalistas, um sambista de cor que vinha a ser o seu mais velho companheiro de noitadas.
De repente, a salvação lhe apareceu na forma de um americano, que lhe ofereceria o emprego numa agência. Agarrou-se com unhas e dentes à oportunidade, vale dizer, ao americano, para garantir na sua nova função uma relativa estabilidade.
E um belo dia vai seguindo com o chefe pela Rua México, já distraído de seus passados tropeços, mas tropeçando obstinadamente no inglês com que se entendiam – quando vê do outro lado da rua um preto agitar a mão para ele.
Era o sambista seu amigo.
Ocorreu-lhe desde logo que ao americano poderia parecer estranha tal amizade, e mais ainda incompatível com a ética ianque a ser mantida nas funções que passara a exercer. Lembrou-se num átimo que o americano em geral tem uma coisa muito séria chamada preconceito racial e seu critério de julgamento dos subordinados talvez se deixasse influir por essa odiosa deformação. Por via das dúvidas correspondeu ao cumprimento do amigo da maneira mais discreta que lhe foi possível, mas viu em pânico que ele atravessava a rua e vinha em sua direção, sorriso aberto e braços prontos para um abraço.
Pensou rapidamente em se esquivar – não dava tempo: o americano também se detivera, vendo o preto aproximar-se. Era seu amigo, velho companheiro, um bom sujeito, dos melhores mesmo que já conhecera – acaso jamais chegara sequer a se lembrar que se tratava de um preto? Agora, com o gringo ali a seu lado, todo branco e sardento, é que percebia pela primeira vez: não podia ser mais preto. Sendo assim, tivesse paciência: mais tarde lhe explicava tudo, haveria ele de compreender. Passar fome era muito bonito nos romances de Knut Hamsun, lidos depois do jantar, e sem credores à porta. Não teve mais dúvidas: virou a cara quando o outro se aproximou e fingiu que não o via, que não era com ele.
E não era mesmo com ele.
Porque antes de cumprimentá-lo, talvez ainda sem tê-lo visto, o sambista abriu os braços para acolher o americano – também seu amigo.(Fernando Sabino)

Por que deixei de usar o Google Earth?

Sabe o que acontece quando você adiciona um marcador no Google Earth?

Explicado o buraco no metrô de São Paulo. E o povo botando a culpa na Preta Gil.
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Dicas para escrever bem e claro - parte 4

Ainda falando sobre problemas na feitura de textos claros e bem escritos, abordo hoje o "apagamento de um termo e os efeitos de sentido". Basicamente, apagamento é a não-colocação de um termo. Ele pode ampliar a significação da frase ou dar outra direção argumentativa.
Compare:
I. O governo vai investir.
II. O governo vai investir nos seus.

Na primeira oração, com a omissão do objeto, tem-se a impressão de que o governo vai investir em setores que beneficiem a população. Já na segunda, percebe-se que a intenção é outra. É comum também o apagamento do agente da passiva:
- A polícia matou vinte menores infratores.
- Menores infratores foram mortos.

Na segunda frase, a morte dos menores não está relacionada a um agente explícito, com isso os policiais livram-se da responsabilidade; a voz é passiva e o agente da passiva (pela polícia) está apagado. É isso.