Aprendendo a usar a língua - I


Acompanhando o nicho onde mais leio na internet, os bons blog têm falado a respeito do novo acordo ortográfico. Diferentemente daqueles que têm postado e-books, dado Ctrl+C>Ctrl+V no Globo.com, tenho visto análises bem humoradas, ácidas, despretensiosas. Não liguei muito para isso. Embora seja meu instrumento de trabalho, há tempo hábil para colocar em prática ainda. No blog, aboli o trema, o acento nas vogais dobradas e só. No entanto, tenho sido cobrado por alguns ex-alunos a escrever algo sobre e passo a fazer isso aqui.
A pergunta recorrente é: “Onde teremos as reais mudanças?”.

Comecemos pelo que considero mais difícil.

O hífen desaparece dos vocábulos formados por prefixos terminados em vogal ligados a outra palavra iniciada também com vogal.
Ex.: Autoescola, contraindicação, infraestrutura, semiárido.

O que chama a atenção é que a regra não funciona quando a segunda palavra for iniciada por H:
Ex.: anti-histamínico, pré-história.

Aqui, o que causará bastante estranheza é o uso de consoante dobrada quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com R ou S.
Ex.: antessala, antirrugas, extrasseco, antissocial, ultrarreligioso, contrarregra.

Considero um retrocesso no caso do aparecimento do hífen se o fim do prefixo e o início da segunda parte da palavra tiverem a mesma vogal. Excessão aqui apenas quando o prefixo é “co-“:
Ex.: anti-inflamatório, arqui-inimigo, micro-ondas, micro-ônibus, cooperar, cooptar.

É isso, no próximo post sobre o assunto trataremos dos casos de hífen com alguns prefixos e algumas excessões. Até lá.

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