Muito se fala sobre punições às “crianças” que praticam bullying, mas pouco se diz sobre o que os pais podem fazer para ajudar seus filhos se estes envolverem-se como autores dessa prática que provoca tantos traumas.
Como reflexo da discussão proposta numa conversa com uma amiga, trago algumas sugestões para pais que querem ajudar seus filhos envolvidos em situações de bullying:
- Observe atentamente o comportamento e os sentimentos expressos pela criança. É comum que a criança aja de maneira diferente do comum;
- Como pai, mantenha a tranquilidade e calma. Converse particularmente com o objetivo de encontrar os motivos que o levam a agir desta maneira. De nada adiantará humilhar seu filho na frente da direção da escola e/ou amigos;
- Reflita sobre o modelo educativo que você está oferecendo ao seu filho. Como cobrar uma atitude pacífica da criança se você constantemente briga com seu cônjuge, vizinhos e no trânsito?
- Evite bater ou aplicar castigos demasiadamente severos. Isso só poderá promover raiva e ressentimentos, pois a criança procurará uma válvula de escape e esta pode ser a retaliação a algum colega. Um psicólogo ajudaria bastante nesse caso;
- Dê segurança e amor. O filho precisa saber que encontra nos pais não apenas a correção, mas principalmente o amor e compreensão;
- Incentive a mudança de atitudes. Se houver oportunidade, um bom começo é pedir desculpas e deixar a vítima em paz;
- Não ignore o fato ou ache desculpas para as suas atitudes. Pais podem achar que ter um filho valentão é sinal de que ele sabe “se virar” nesse mundo tão violento. Lembre-se que com o tempo esse comportamento pode conduzir a uma vida delituosa e infeliz;
- Participe de projetos solidários propostos pela escola e incentive seu filho a participar. O programa ‘Escola da Família” é uma boa opção.
Não há como negar que os filhos reproduzem muito daquilo que veem em seus pais. Procure observar que essa prática não começou dentro de sua própria casa.
Crédito da imagem: Wikimedia Commons